Archive for the ‘Combustível’ Category

Usinas preveem que preço do álcool não cairá

terça-feira, abril 13th, 2010

Sinto o cheiro de mau tempo para o carro Flex. Lendo a Folha de S. Paulo de hoje, um grande conglomerado de usinas paulistas faz uma previsão de que o combustível vegetal brasileiro deverá manter seus preços médios estáveis na bomba do posto, em torno de 65% a 70% do valor da gasolina, em 2010 e 2011, e que não deverá se repetir a queda verificada em anos anteriores, apesar de o país estar na fase final da colheita da cana e de existir uma estimativa de uma maior produção de etanol para o futuro.

Achei muito esquisita essa notícia. Como pode com uma maior produção, o preço não cair. Isto contraria qualquer regra de mercado. Um outro dado curioso é que se o álcool mantiver essa proporção de preço em relação à gasolina, não haveria nenhuma vantagem para o usuário de carro Flex em abastecer com etanol, já que, como se sabe, um veículo que roda com álcool puro tem um consumo de 30% e 35% maior por causa da baixa eficiência energética do combustível. A leitura que faço de tudo isso é que é melhor continuar colocando gasolina no tanque do carro até que o álcool atinja seu preço ideal de mercado.

Com essa relação de preços, eu imagino que - não aferi ainda no dia a dia -, dependendo do modelo e do consumo do carro, seria melhor usar gasolina na cidade e deixar para usar o álcool na estrada, onde ele tem um rendimento um pouco melhor.

O que acha disso? Você já fez esse teste com o seu carro?

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Dono protesta do consumo do novo Honda Civic

terça-feira, março 23rd, 2010

Estava andando hoje pelos lados de Moema, na Zona Sul de São Paulo, quando vi na garagem de um escritório um Honda New Civic, com um longo texto colado no vidro traseiro (ver foto acima, feita com um celular). Não, o carro não estava à venda. Era um protesto do dono, que se mostrava indignado com o alto consumo do motor do seu veículo. A inscrição de protesto dizia o seguinte: “Procurei Design, tecnologia e economia. Encontrei 3,7 km/litro (o carro é Flex). Realize o seu sonho. Compre um New Civic. Eu… vou trocar por um Toyota.”

Na semana passada, conversando com um comerciante de veículos, fiquei sabendo da fama de beberrão do modelo. Ele me disse que tem recebido muitas reclamações de proprietários arrependidos de terem comprado o New Civic, porque consome muito combustível. Não chega aos pés do antigo Civic, esse sim considerado um carro econômico para a sua categoria.

Você que tem um New Civic, o que acha do consumo de seu carro?

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Preço do álcool começa a baixar nos postos

segunda-feira, março 8th, 2010

Com o fim da entressafra da cana de açúcar, a produção de álcool hidratado (etanol) começa a aumentar e o combustível volta a ser vendido nas bombas dos postos com preços mais baixos. Em alguns estabelecimentos de São Paulo, o produto já é novamente vantajoso em relação à gasolina para o motorista que deseja abastecer o seu carro.

Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, o preço do álcool caiu 6,15% na semana passada nas usinas, resultando num acumulado de 22,4% em seis semanas. Até o momento, apenas 5,3% de redução foram repassados ao consumidor. A tendência, é o valor baixar mais até o fim deste mês.

A pesquisa apontou um preço médio para o álcool de R$ 1,787 na semana passada, o que equivale a cerca de 70% do preço da gasolina, de R$ 2,537. Em alguns postos da Capital Paulista, o etanol já custa 60% do preço da gasolina.  Como o carro Flex consome 30% mais combustível quando roda com álcool no tanque, para o uso do combustível vegetal se tornar compensador ele deve custar no mínimo 30% menos que o derivado de petróleo.

Para saber vale a pena abastecer seu carro com álcool, utilize a calculadora de seu celular. Digite o preço do litro da gasolina sem esquecer dos dígitos após a vírgula. Depois multiplique-o por 0,7. O resultado final será o valor máximo que o álcool deverá custar.

Metanol no álcool: uma mistura explosiva

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai intensificar as ações contra a adulteração de combustíveis, principalmente à mistura de metanol, um solvente industrial, ao etanol nas bombas dos postos.

Segundo o jornal Valor, já foram interditados alguns postos e distribuidoras de São Paulo e do Rio de Janeiro. As autoridades ainda não sabem se o batismo está sendo feito na produção, nas distribuidoras ou nos postos e temem que a prática se espalhe para outros Estados. Nas blitzes realizadas pela ANP, foi constatada uma mistura de até 97% de metanol  no álcool.

O órgão está estudando uma forma de identificar visualmente o metanol, já que as suas características - odor, cor e densidade - são semelhantes às do álcool. Uma das opções seria colocar um corante no produto para marcá-lo. O seu uso por fraudadores só é possível porque o metanol custa mais barato (R$ 0,63 por litro) que o etanol, que sai por R$ 1,10 das usinas.

Segundo especialistas, o contato com o metanol pode provocar cegueira e causar a morte se for ingerido. De acordo com mecânicos, o uso do produto no carro pode provocar superaquecimento do motor, danificar válvulas ou perfurar os pistões.

Surge um novo batismo no álcool: o metanol

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Um novo tipo de fraude vem sendo praticado por alguns postos de combustíveis na cidade de São Paulo. Alguns estabelecimentos estão vendendo o etanol (álcool hidratado) batizado com metanol, um produto químico tóxico e que pode provocar danos a saúde se inalado.

Segundo reportagem da Rede Globo, uma blitz realizada por técnicos do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Secretaria da Fazenda encontrou uma mistura de até 90% do produto no combustível vegetal.

Por ser totalmente transparente, ter a mesma densidade do álcool e não apresentar odor característico, o metanol é difícil de ser detectado pelos fiscais, gerentes de postos e o consumidor. Só mesmo com exames feitos em laboratórios.

De acordo com um mecânico ouvido pela reportagem, o excesso de metanol no álcool combustível pode provocar um superquecimento do motor, danificar válvulas e até furar a cabeça dos pistões.

Você já ouviu falar de outras formas de batismo no álcool?

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Quando a gasolina brasileira vai baixar de preço?

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

A partir de ontem (1º de fevereiro) o percentual de álcool anidro misturado na gasolina caiu de 25% para 20%. A idéia é destinar esse excedente para a produção de álcool hidratado, e com isso, reduzir os preços do produto nas bombas, que há alguns meses andam muito elevado. Então, a gasolina também deve cair de preço, certo? Eu também achava que sim, mas as últimas reportagens publicadas na imprensa dizem que não. Especialistas e o sindicato dos postos de combustíveis afirmam que a tendência é a gasolina subir. Raciocínio estranho. Não tem lógica !

Outro dia li na Folha de S.Paulo, em reportagem baseada em depoimentos de especialistas da área, que a Petrobras já zerou a sua conta (leia-se recuperou o prejuízo) dos anos - 2005 a 2008 - em que manteve o preço da gasolina estável no mercado brasileiro. Ou seja, o que deixou de faturar por manter os valores do combustível defasados em relação à cotação internacional do petróleo. No ano passado, a cotação do barril do petróleo caiu de US$ 140 para menos de US$ 40 e o preço da gasolina não sofreu redução. Atualmente, o barril está custando entre US$ 70 e US$ 75.

Também achei que os proprietários de veículos a gasolina já poderiam ser beneficiados com algum desconto - em 2009, a empresa chegou a anunciar que baixaria os preços assim que colocasse as contas em dia. Mas, na mesma semana li que essa margem de lucro extra seria destinada a investimentos na exploração do Pré-Sal e não aos consumidores.

Atualmente, segundo pesquisa divulgada pela Folha, a gasolina brasileira é uma das mais caras do mundo. Em meados de janeiro os preços do litro do combustível nacional era de R$ 2,59, em média. Na Argentina, o valor estava em torno de R$ 1,53, e, no Chile, R$ 2,02. No México, tradicional produtor de petróleo, o litro custava R$ 1,10.

Já circula na internet uma corrente - uma espécie de e-mail viral -, criada por um economista inconformado com essa política de preços, sugerindo um boicote aos postos da rede BR (controlada pela Petrobras). Segundo ele, o consumidor deveria abastecer seu carro em bandeiras como Esso, Shell, Ipiranga, Texaco e outras, até que a empresa - que distribui o combustível para todas as outras marcas - baixe o preço da gasolina. Se vai dar certo ou não, não sabemos. A proposta se baseia na lei da oferta e da procura.

Eu mesmo tenho uma experiência ruim com a rede BR. Na maioria dos postos em que fui, seja na cidade ou na estrada, por conveniência ou por necessidade, sempre paguei preços elevados pela gasolina. Além disso, acho a estrutura de serviços da rede muito aquém da oferecida pelos outros concorrentes.

E aí, o que você acha dessa ideia de forçar uma redução no preço da gasolina?

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Alta do álcool altera a mistura na gasolina

terça-feira, janeiro 12th, 2010

A partir de 1º de fevereiro, a  mistura de álcool anidro na gasolina cairá de 25% para 20%, conforme anunciou o governo federal nesta segunda-feira - a medida vale por 90 dias, até o início da safra de cana-de-açúcar. O objetivo é provocar uma sobra do produto para direcioná-la à produção do álcool hidratado (ou etanol), que abastece os carros Flex, a fim de forçar uma baixa nos preços.

O valor do litro do combustível vegetal vêm aumentando há alguns meses e já atingiu o pico de R$ 1,80 a R$ 2,00 (preço médio de R$ 1,767) em postos da cidade de São Paulo. Nas últimas quatro semanas, ficou 12,55% mais caro.

Como um carro movido a álcool consome 30% mais combustível que um movido a gasolina (no Flex, a relação é praticamente a mesma), para valer a pena ao abastecer, ele tem que custar menos de 70% do preço da gasolina. Para ver se o combustível vegetal continua vantajoso, divida o preço do álcool pelo da gasolina. Se o resultado ficar acima de 0,70, o álcool deixa de ser negócio. Atualmente, em São Paulo, essa relação já está em 71,2%.

Os motivos da disparada nos preços são conhecidos. Ela vem sendo causada, segundo os produtores, pela entressafra da cana, pelo excesso de chuvas, pelo aumento da frota de carros Flex e também pela maior produção de açúcar, que tem alcançado boa cotação no mercado mundial. Não há risco de crise ou de desabastecimento. É uma situação temporária, que vai até o fim da colheita da cana, prevista para acontecer entre março e abril.

A situação chegou ao tal ponto, que usar exclusivamente o álcool deixou de ser vantajoso na maioria dos Estados Brasileiros. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), só em oito deles ainda vale abastecer (Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia e Tocantins).

Para os carros a gasolina equipados com injeção eletrônica e os Flex, a mudança na mistura da gasolina não trará problemas, já que estes sistemas se adaptam automaticamente à essa nova composição. Para os carros mais antigos, dotados de carburadores, será necessária uma regulagem da mistura ar/combustível e do ponto de ignição.

Você acha que essa situação afeta a credibilidade do carro Flex?

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Alta do álcool eleva custo de manutenção do carro

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

De janeiro a novembro de 2009, o álcool hidratado (ou etanol) utilizado nos carros movidos com motores Flex já acumula uma alta de 17,3% nas bombas dos postos. O combustível já é o grande responsável pelo aumento dos gastos do motorista este ano, de acordo com pesquisa da Agência AutoInforme.

Segundo a agência, o custo para o uso e manutenção do carro subiu 3,51% em novembro - a maior alta mensal desde setembro de 2005, quando chegou a 3,62%. Já a inflação acumulada do carro neste ano atingiu 7,38%. Este indicador é mais que o dobro da inflação medida pelo IGP da Fipe: 3,47% de janeiro a novembro.

As maiores elevações para o motorista aconteceram em meados no segundo semestre, na entressafra da cana de açúcar. Em novembro, o álcool liderou os aumentos dos itens de manutenção com uma alta de 13,31%, seguido do filtro de óleo (+2,68%), seguro total (+2,19%)  e filtro de ar (+2,09%). Os itens que mais caíram foram bateria (-2,13%), lavagem simples (-1,32%) e lona de freio (-0,42%).

O que você acha dos constantes aumentos no preço do álcool?

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Emissão e consumo devem ter um único ranking

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

O Ministério do Meio Ambiente apresentou na semana passada os novos critérios da Nota Verde, que classifica os veículos menos poluentes de acordo com o nível de emissão de gases, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. Agora, o sistema utiliza dados de homologação de fábrica - medido com uma sonda instalada no escapamento - e atribui pontuação, de uma a cinco estrelas, para os modelos “mais limpos”.

Na próxima quinta-feira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Ministério das Minas e Energia vai apresentar uma versão mais atualizada do programa de etiquetagem - similar a que aponta o consumo de energia dos aparelhos eletrodomésticos, como geladeira -, que classifica os veículos com base em sua eficiência ou rendimento energético, ou seja, consumo de combustível.

Segundo o jornal, o governo federal está estudando a unificação das duas classificações, que atualmente são divulgadas separadamente. Essas tabelas têm sido criticadas por serem de difícil compreensão por parte do consumidor, que fica na dúvida quanto aos níveis reais de emissão de poluentes e de consumo de combustível na hora de comprar um carro novo.

Resta saber quem vai vencer essa batalha: se serão os burocratas que fazem o lobby dos fabricantes dos automóveis - e estão aí só para confundir mesmo - ou se a preocupação legítima com o meio ambiente.

Você já conhecia esses rankings? Eles são fáceis de entender?

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Carros mais econômicos poderão pagar menos IPI

segunda-feira, novembro 16th, 2009

O governo está estudando a criação do IPI Verde, em que o Imposto sobre Produtos Industrializados não seria mais cobrado pela capacidade do motor, como é o caso atual, e sim por sua eficiência energética, ou seja nível de consumo, assim como já acontece com as geladeiras, máquinas de lavar e outros aparelhos eletrodomésticos.

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge defendeu o fim do incentivo para carros 1.0. O modelo “popular” conta com uma alíquota própria, de 7%, mais baixa que a dos demais, que recolhem até 25%. Com a proposta, os carros mais econômicos - não importa a capacidade ou a potência do motor - pagariam menos imposto.

Para extrair mais potência e torque dos motores 1.0 - principalmente, no caso dos modelos premium -, algumas fábricas acabaram sacrificando a economia de combustível, que deixou de ser uma vantagem em vários desses modelos.

Você acha justa essa medida?

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