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Financiamento de carros volta aos bons tempos?

quinta-feira, maio 28th, 2009

Reprodução/Internet

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Estimulados pela queda dos juros e a maior oferta de crédito, os financiamentos de longo prazo para carros novos estão voltando ao mercado. O Bradesco ampliou seus prazos máximos de 60 para 80 meses, com taxa mínima de 1,20% ao mês, para Crédito Direto ao Consumidor e Leasing, e o Santander e Itaú-Unibanco alongaram a sua linha de crédito de 60 para 72 meses.

Com essas medidas, o mercado volta ao patamar praticado até pouco antes de setembro de 2008 (às vésperas da crise financeira americana), quando os fabricantes de automóveis ofereciam crediário a perder de vista e dinheiro à vontade para quem quisesse adquirir um veículo.

Em março deste ano, segundo a Anef (entidade que representa as financeiras de fábricas), as montadoras praticaram prazos médios de 40 meses e máximo de 60 meses.

Outra novidade foi a liberação pelo governo federal de uma linha de crédito pessoal de até R$ 8.500 destinada à compra de motocicletas de até 150 cm³ por motoboys pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com taxas de cerca de 12% a 25% ao ano (pouco mais de 1% a 2% ao mês) e prazo de pagamento de 48 meses.

Apesar das novidades anunciadas, o índice de inadimplência continua alto (5,2%), a economia parou de crescer e o mercado de trabalho encolheu. Acredito que o financiamento de longo prazo, no caso de 80 meses (são quase sete anos pagando um carro), é um grande risco. Além da elevada desvalorização de preço do veículo e do alto custo de manutenção acumulados no período, ao longo de tantos anos, a pessoa acabará pagando quase o dobro do valor do carro. Sem contar que pode perder o emprego e ficar sem condições de arcar com a dívida.

Acho preferível fazer uma poupança pessoal, juntar um bom dinheiro, e dar metade do valor do veículo de entrada e financiar o restante em 24 meses, com juros mais baixos.

O que esconde o juro do financiamento do carro

segunda-feira, abril 27th, 2009

O Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgou na última sexta-feira uma reportagem sobre financiamento de carros usados, alertando para a cobrança de Taxa de Retorno (ou Fator R), a comissão que é exigida dos clientes pelas lojas para bonificar (ou premiar) os vendedores que fecham os contratos de crédito.

Na simulação da TV, os jornalistas pediram um financiamento de R$ 15.000 para a compra de um modelo 2006, que seriam pagos em 36 prestações. De acordo com o cálculo efetuado, ao final do plano, sem a taxa de retorno, o veículo ficaria por cerca de R$ 21.350 e, com a taxa, R$ 24.200. Ou seja, seriam R$ 2.850 a mais só de comissão, que estariam embutidos nas parcelas do crediário.

Conforme expliquei em post publicado neste blog, o esquema funciona do seguinte modo: o vendedor trabalha com 12 níveis de Taxa de Retorno, que varia de TR zero (a mais baixa) até TR12 (a mais alta). Cada uma delas representa uma taxa de juros e um percentual diferente de comissão que ele ganha sobre cada veículo financiado.

Ele começa a negociar oferecendo sempre o nível mais alto, pois quanto mais elevado for o juro maior será a comissão a ser recebida da financeira. Se o cliente pechinchar ou relutar em fechar o contrato, o vendedor vai baixando a taxa. Até chegar ao ponto em que o cliente ache que está fazendo um bom negócio. Conclusão: o comprador sai de lá satisfeito, só que não sabe que poderia ter pago bem menos pelo carro. Além disso, acaba bancando uma comissão de crédito que deveria ser arcada pela própria financeira.

Portanto, quando for comprar um carro com financiamento, procure saber as taxas que estão sendo cobradas no contrato. Faça também um cálculo do valor final do veículo e dos juros aplicados. E fique atento sobre qual é a TR que o vendedor embutiu no preço do veículo.

Leia mais sobre Taxa de Retorno ou Fator R na seção Consumidor.

Financiamento ou consórcio: qual a melhor opção?

quarta-feira, fevereiro 11th, 2009

Quero comprar um carro, mas estou com receio por causa da crise e porque no momento não tenho dinheiro suficiente para dar de entrada. Agora com a isenção do IPI, os preços dos novos ficaram mais baixos e mais tentadores. Esta é a melhor hora para comprar com financiamento? Ou devo esperar mais alguns meses e juntar um dinheiro para dar uma boa entrada? O consórcio é uma opção?

Gabriela Feitosa

Já há rumores no mercado de que o governo deve prorrogar por mais alguns meses a isenção do IPI. Mas nunca se sabe, né? O momento está muito bom pra comprar carro zero km e seminovo. Agora, se você já tem um carro e quer colocá-lo na troca por um novo, estará fazendo um mau negócio, porque as revendas autorizadas costumam desvalorizar muito os usados.
 
Eu sempre aconselho as pessoas a dar uma boa entrada, cerca de 50% do valor do carro, e financiar o veículo em no máximo dois anos e com juros bem baixos. Atualmente, algumas promoções de fábrica oferecem taxas bem atraentes.
 
Gabriela, não recomendo comprar um automóvel novo por um prazo maior que esse, por causa das incertezas da economia - a gente nunca sabe quando pode perder o emprego. E também, porque em um prazo muito longo, você vai acabar pagando quase o dobro do valor real do carro.
 
O consórcio também é interessante. Só que você não recebe o carro de imediato: terá que aguardar ser sorteada. Outra opção é dar um bom lance, pois assim aumentam as suas chances de tirar logo o veículo. Ao contrário do financiamento, no consórcio os aumentos dos veículos são repassados para as prestações. Hoje, isso não representa um problema, porque a inflação está sob controle…
 
Se você não tem um bom dinheiro na mão para entrar num financiamento, acho que a melhor opção seria mesmo o consórcio. Caso opte por essa modalidade, faça o plano dos consórcios nacionais de fábrica, que são administrados pelos revendedores mas são controlados pelas montadoras de automóveis e têm a garantia de entrega do veículo.
 
Espero que eu tenha te ajudado.

O que você acha dessas duas modalidades de compra do carro novo?

Comente, conte o seu caso e dê a sua opinião…

Financiamento pode ceder espaço para consórcio

terça-feira, outubro 28th, 2008

A crise financeira internacional, que deve reduzir os financiamentos, pode afetar também os consórcios?

Eduardo Mendes

A crise das empresas financeiras, que atingiu a economia de todo mundo, já começa a afetar as vendas de veículos no Brasil, que eram alavancadas pelos financiamentos de longo prazo concedidos pelas montadoras. Na virada de setembro para outubro, as empresas financeiras ficaram mais rigorosas na concessão de empréstimos, exigindo mais garantias dos tomadores e aumentando os juros.

A conseqüência direta disso foi o aumento da parcela de entrada e o encolhimento no período de pagamento. Os prazos, que até setembro chegavam a 60 ou 72 meses, caíram para 48 meses, em média.

Sem dinheiro no mercado e sem condições de financiar a longo prazo, para obter uma prestação mais baixa, a tendência é o consumidor migrar para o consórcio. Essa transição deve demorar mais algum tempo, pois vai depender do comportamento do mercado e da economia como um todo.

Se essa situação se perdurar, o consórcio pode voltar ter um lugar de destaque no mercado, como há alguns anos atrás. Em tempos bicudos, de juros altos, essa modalidade costuma ser mais procurada. E, convenhamos, para a maioria das pessoas o importante é ter um valor de prestação que caiba certinho no seu bolso.

Você acha que vale a pena participar de planos de consórcio?

Conte seu caso, comente e dê a sua opinião…