Archive for the ‘Fusca’ Category

Designer cria novo Fusca em computador

sexta-feira, agosto 20th, 2010

New Fusca - Desenho em computador/Blog Irmão do Décio

Novo Fusca - Desenho em computador/Blog Irmão do Décio

O designer gráfico Du Oliveira, de Itapetininga (São Paulo), responsável pelo Blog Irmão do Décio (www.blogirmaododecio.blogspot.com), publicou um ensaio feito em computador do que seria o novo Fusca. O desenho (ver nas fotos deste post) mistura as linhas retrô do Besouro com as do New Beetle, com algo que lembra o Chrysler PT Cruiser na parte de trás. Ele não só esboçou um modelo como criou uma família inteira, com suas várias versões, desde a básica até a esportiva e a aventureira (batizada de CrossFusca). Segundo ele, o carro teria motores 1.0 (na versão de entrada), 1.4 (o mesmo da atual Kombi) e 1.6 (da linha VW Gol), instalados na traseira, como no projeto original. Os faróis e as lanternas são providos de Leds. Já o quadro de instrumentos e painel lembram os de minicarros mais sofisticados, como o Mini, Fiat 500 ou Smart. O que você achou dos desenhos? Um belo trabalho, não?

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Volkswagen Fusca comemora Dia Mundial

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Em 22 de junho foi o Dia Mundial do Fusca, data em que o engenheiro Ferdinand Porsche - que projetou e desenvolveu o modelo - assinou o contrato com a associação da indústria automotiva alemã para a produção do carro na Alemanha.

O engenheiro desenvolveu vários protótipos de 1935 a 1937, até chegar à primeira versão comercial em 1938. Mas, com o início da Segunda Guerra, a linha de montagem e os modelos tiveram que ser adaptados para fins militares. A produção só foi retomada com o final do conflito, a partir de 1945.

Importado e montado pela empresa brasileira Brasmotor até 1953, o modelo logo passou para as mãos da Volkswagen do Brasil, que começou a fabricá-lo no país a partir de 1959.

Este vídeo que você vê acima pode ser encontrado no YouTube e foi produzido pela Motorhaus em homenagem ao Dia Mundial do Fusca. As imagens se baseiam no filme “Se Meu Fusca Falasse”, de 1969, e em fotos produzidas em edições do Auto Show, realizado no Sambódromo em São Paulo, VW Haus, encontros da Confraria do Fusca, Salão do Automóvel de 2006 e Salão de Acessórios de 2007.

“Cidade do Fusca” é um passeio no túnel do tempo

sexta-feira, abril 17th, 2009

Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada

Passei o feriado da Páscoa em Cunha (SP), situada entre as serras da Bocaina e do Mar, quase na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. Com cerca de 23.000 habitantes, ela fica a 50 km de Parati (RJ) e é conhecida por suas cerâmicas e também por ser a “Cidade dos Fuscas”, tamanha a quantidade desses modelos que ainda circulam por lá. Estima-se que rodem naquele município cerca de 2.000 Fuscas, o que dá a proporção de um Fusca para cada grupo de 11 pessoas. Aonde você vai, depara com vários deles.

Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada

Segundo os motoristas locais, ele é o veículo ideal para a região, que é repleta de estradas de terra, pois chega a lugares em que outros carros não chegam. Principalmente agora que a cidade ficou isolada do “resto do mundo”, com a interdição da serra que leva a Parati e da estrada principal, que faz a ligação para Guaratinguetá (SP), ambas bloqueadas pela queda de trechos de pista. Para chegar lá, só por um desvio por municípios vizinhos ou atalho por estradinhas de terra.

Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada

Mas para o Fusca isso não é problema, basta ter dois pneus lameiros atrás e não há obstáculo que atrapalhe o seu caminho. A capacidade de superar qualquer tipo de piso, em qualquer condição, seja até embaixo de chuva, é também o argumento dos motoristas de praça de Lagoinha (ver imagem abaixo), cidadezinha próxima a Cunha, para explicar a existência de quatro Fuscas táxis por lá.

Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada

Para comprovar a tese, dei um giro por Cunha à caça de Fuscas. Eles estão por toda a parte, nas ruas, nas lojas de carros, nas oficinas e em postos de combustível, como você pode ver nas fotos deste post. Só em um dos postos - a cidade deve ter apenas dois - encontrei sete Fuscas, cinco parados e dois abastecendo. A maioria deles já está bem desgastada pelo uso e pelo tempo, é verdade, mas ainda dá ver algum raro exemplar última série rodando pelas ruas do centro.

Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada

Você conhece outras cidades que tenham tantos Fuscas no país?

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Réplicas de Fuscas para todas as idades

sexta-feira, abril 10th, 2009

Esses fusquinhas foram montados e customizados pelo artista plástico e publicitário Roberto Giglio, conhecido no meio automotivo como Beto Cridê. A paixão pelos Fuscas começou com os passeios no modelo 1962 do tio, aos cinco anos de idade, e depois com o filme “Seu Meu Fusca Falasse”, de 1969.

Seu primeiro Fusca foi um modelo 1963, apelidado de Azulão. Depois teve um 1969, comprado em 1985, que logo foi batizado de Fusca Cridê. A queda pelas miniaturas teve início com a sua coleção de minifuscas. Ele procurava um exemplar raro, uma “Baratinha” (o nome vem das viaturas de PM dos anos 70). Como não encontrou no mercado, resolveu produzir suas próprias réplicas.

Fusca saia e blusa Karmann-Ghia Dacon

Dos primeiros exemplares, passou atender encomendas de amigos, e logo a coisa se multiplou e virou um negócio, a transformação (customização) de réplicas de Fuscas. Os modelos são feitos sob encomenda e caracterizados de acordo com o gosto ou o antigo carro do cliente.

Para fazer uma cópia fiel ele pesquisa fotos antigas e reproduz cada detalhe do veículo, desde cor da pintura, equipamentos originais (pára-choques, rodas, pneus, painel, volante, bancos e outros) e acessórios, como faróis de milha ou aro com tala larga.

Fusca Fittipaldi Fusca D3 Gledson

Nos carros de frota ou de serviços públicos ele reproduz sirene, caçamba ou baú e o visual, desenvolvendo até os adesivos. Os veículos de corrida trazem santantônio, spoiler, aerofólio, faixa de proteção contra o sol no para-brisa, rodas especiais até radiador de óleo e tubos de captação de ar. Na adaptação desses veículos faz funilaria na carroceria dos modelos, como alargar ou recortar para-lamas e outros recursos utilizados pelos pilotos da época. O trabalho é tão perfeito que a Volkswagen concedeu a ele autorização para a reprodução de seus modelos.

Suas miniaturas (cerca de 30 modelos) estão expostas na VW Haus (show-room da marca que fica no antigo prédio da Dacon), na Av. Cidade Jardim, 350, no Jardim Paulistano, nos horários de 9h às 20h (de segunda a sexta-feira) e das 10h às 18h (nos sábados e domingos).

Para conhecer ou encomendar as miniaturas acesse o site www.fuscacride.com.br.

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Clube do Fusca escolhe melhores fotos do Besouro

segunda-feira, fevereiro 23rd, 2009
1º) Colocado 2º) Colocado 3º) Colocado
4º) Colocado 5º) Colocado 6º) Colocado
7º) Colocado 8º) Colocado 9º) Colocado

O Fusca Club ABC realizou o 1° Grande Concurso de Fotografias Digitais. O tema, como não podia deixar de ser, foi o velho e conhecido Besouro, que comemorou em janeiro 50 anos do início de produção no Brasil. O resultado foi divulgado recentemente no site do clube. Acima, os nove primeiros colocados. A julgar pelas imagens, pode-se dizer que os trabalhos alcançaram um alto nível de qualidade. Dignos de um pôster. No site www.fuscaclubabc.com você poderá ver dezenas de fotos dos finalistas.

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VW Haus expõe 50 anos do Fusca no Brasil

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009
Fusca 1953 Modelo 1963 conversível Modelo 1960
Modelo Pé-de-boi Show-room da VW Haus Selo dos 50 anos

Uma exposição que vale a pena ser conferida em São Paulo durante o Carnaval é a “Fusca - 50 anos de Brasil”, que está sendo realizada pela Volkswagen na VW Haus, show-room que fica na esquina na Av. Cidade Jardim com a Av. Brigadeiro Faria Lima, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

A mostra, segundo a Volkswagen, deve ir até o dia 25 deste mês. Lá você poderá ver vários exemplares históricos do Fusca. Desde um modelo com volante do lado direito, de 1953, passando por um conversível de 1963, uma versão de 1960 e o despojado mas raro Fusca “Pé de Boi”, um dos primeiros carros populares brasileiros. Também estão presentes um Fusca 1.500 S e um modelo de 1986.

O Fusca começou a ser vendido no Brasil em 1951, importado pela empresa Brasmotor. A partir de 1953, a Volkswagen passou a montar o modelo em um galpão no Ipiranga, ainda pelo sistema CKD (o veículo chegava aqui desmontado). O primeiro Fusca de produção nacional deixou a linha de montagem da fábrica da Anchieta em 1959.

O carro foi fabricado aqui de 1959 a 1986, quando saiu de comercialização pela primeira vez. Em 1993, voltou a ser produzido e continuou em linha até 1996, quando encerrou de vez a sua carreira. De 1950 até 1996, foram vendidas 3,1 milhões de unidades do automóvel no país.

O Fusca gerou uma série de outros modelos inspirados em sua plataforma e conceito mecânico, como a Brasília, apresentada em 1973, o esportivo SP2, o VW-1600 quatro portas, que ficou conhecido como “Zé do Caixão”, devido à disposição de suas maçanetas nas quatro portas e outros projetos.

Gurgel e o sonho do automóvel 100% brasileiro

segunda-feira, fevereiro 2nd, 2009

 

Conheci pessoalmente o empresário João Amaral Gurgel no final dos anos 80, por ocasião do Salão do Automóvel de São Paulo. Sempre admirei o engenheiro por sua ousadia, criatividade e, principalmente, por sua persistência. Especialista na construção de jipes tendo como base a mecânica Volkswagen, seu sonho era desenvolver um carro popular urbano, de baixo custo e que fosse genuinamente brasileiro. Dentro dessa proposta, em 1988, ele lançou o BR-800, que foi fabricado até 1991.

Gurgel até conseguiu o benefício de uma alíquota diferenciada (mais baixa) de IPI para seus minicarros, só que esbarrou em problemas como alto custo de produção e na concorrência dos modelos “mil”, como o Uno Mille, que surgiu em 1990 e era muito mais avançado e barato. Em seguida veio a falência e a empresa foi vendida em 1994. Em 25 anos de atividade, a Gurgel montou e vendeu cerca de 40 mil veículos de todos os tipos.

O BR-800 tinha motor de dois cilindros contrapostos na horizontal, como o do Fusca (dizem que foi inspirado no do modelo VW), com 800 cm³ de capacidade e 33 cv de potência, desenvolvido pela própria Gurgel. O sistema de freio, câmbio, transmissão e o diferencial eram herdados do antigo Chevette. O carrinho tinha também muitos componentes aproveitados de outros modelos já fora de linha. O chassi era de estrutura tubular metálica (uma espécie de gaiola), revestida com fibra de vidro.

Tive a oportunidade de dirigir o modelo BR-800 naquela época quando trabalhava no Caderno de Veículos da Folha de S.Paulo. O test-drive foi feito nas ruas internas da Universidade São Paulo (USP), na capital paulista. Leve e com apenas 3,19 metros de comprimento, o BR-800 era fácil de manobrar e econômico na área urbana, mas tinha alguns problemas de projeto.

O carro era ruidoso e desconfortável, e os pedais e comandos não eram nada ergonômicos. Na tentativa de fazer um carro barato, a Gurgel adotou soluções simplistas demais, como componentes já existentes, suspensão traseira com feixes de molas, eixo-cardã com diferencial e tração traseira, que logo ficariam desatualizados. Algumas falhas de projeto, como as molas da suspensão dianteira banhadas em óleo, e o alternador, que não tinha rotação suficiente para carregar a bateria, foram corrigidas posteriormente.

Em 1990, a Gurgel apresentaria a nova geração do BR-800, chamada de Supermini, mais atraente e moderna que a anterior, que teve três versões (hatch, minivan e utilitário) exibidas no salão de São Paulo, na última participação da marca no evento, se não me engano.

Esses foram os últimos exemplares desenvolvidos por Gurgel. Nunca mais vi esses carros. Uma fábrica do interior de São Paulo arrematou os moldes do jipe Tocantins em um leilão da massa falida da empresa, que ficava em Rio Claro, no interior de São Paulo.

O engenheiro morreu na semana passada (veja o vídeo acima), mas deixa seu nome na história da indústria automotiva nacional. Seus projetos (alguns deles bem sucedidos), como os jipes Tocantins e Carajás, entre outros, vão ficar para sempre na memória dos brasileiros.

Leia mais informações sobre a história da fábrica Gurgel e os modelos produzidos pela marca na wikipedia

O que você achava dos modelos fabricados pela Gurgel no Brasil?

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Dia do Fusca reúne raridades em São Bernardo

domingo, fevereiro 1st, 2009
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O Fusca Clube do Brasil organizou em 25 de janeiro (dia do aniversário da cidade de São Paulo), em São Bernardo do Campo, um encontro em comemoração ao Dia Nacional do Fusca. O evento teve lugar no pátio de estacionamento do Shopping Metrópole, na região do ABC Paulista, e muitos automóveis antigos, entre eles algumas raridades, como você pode ver nas imagens acima.

A turma do Fusca Club ABC também esteve presente com seus carros. As fotos mostradas neste post foram feitas pelo sócio Alan Freitas. Mais informações sobre calendário de encontros, eventos e sobre o modelo consulte o site www.fuscaclubabc.com

Volkswagen Fusca completa 50 anos desde que começou a ser totalmente produzido no Brasil

segunda-feira, janeiro 5th, 2009
Volkswagen Fusca Sedan nacional modelo 1959

Volkswagen Fusca Sedan nacional modelo 1959

Em 3 de janeiro de 1959, há cinquenta anos, a Volkswagen brasileira lançava o seu primeiro e genuíno carro de passeio nacional. Mas antes disso, os Fuscas (como ficaram conhecidos posteriormente) já rodavam por aqui com o selo Made in Germany.

Em 1951, a empresa brasileira Brasmotor começou a fazer os Sedans, que chegavam ao Brasil todos desmontados, pelo sistema CKD. Dois anos depois, em 1953, a Volkswagen se estabelecia em São Paulo, ainda montando o modelo importado num galpão alugado na Rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga, na Capital.

Não muito tempo depois, em 1956, começava a construção da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, na região do ABC, e em setembro de 1957, surgia o primeiro veículo Volkswagen nacional, uma perua Kombi. Só em 3 de janeiro de 1959 saiu da linha de montagem o Volkswagen Sedan, o genuíno carro de passeio brasileiro.

Você encontra mais informações sobre os dois pioneiros modelos da Volkswagen no artigo de Alexander Gromow, ex-presidente do Fusca Clube do Brasil e autor do livro “Eu Amo Fusca”, no link abaixo: http://www.maxicar.com.br/old/gromow/colunista_gromow.asp#anc1

Segundo Gromov, nosso primeiro Fusca nacional já veio com a janela traseira retangular marcando uma das mudanças importantes no visual do carro, que de duas vigias até o 1953 primeira série passou para oval na segunda série daquele ano, que durou até 1958. A vigia retangular permaneceu, mas foi aumentando em área com o tempo.

Kombi customizada ajuda surfista pegar onda

quinta-feira, dezembro 25th, 2008

Um amigo meu, o Eduardo Bernasconi, da empresa FullPower, especializada na produção de carros-show para eventos, é o responsável pela customização dessa Kombi que aparece no vídeo, apresentada no estande da Volkswagen no Salão do Automóvel de São Paulo. Ela segue o estilo californiano e foi especialmente modificada para levar surfistas, que gostam de aventura mas não dispensam a tecnologia a bordo.

Dentro da cabine, a perua traz quatro bancos individuais no estilo concha (os de trás são giratórios). Na parte central do veículo há um pequeno escritório, com notebook e tela de 32 polegadas, do tipo “touch screen”, para o surfista navegar na internet e ver em que praia estão rolando as melhores ondas.

O painel original foi todo reestilizado e traz volante de aço cromado e monitor de LCD ao centro. A forração do teto ganhou revestimento especial, de chapa de madeira recoberta com fibra de coco, com sistemas de iluminação e de som embutidos. O carpete é confeccionado em fibra marítima, feito para molhar com a água do mar.

Por fora, a simpática Kombi ganhou pintura saia e blusa, eficientes faróis de xenônio, reluzentes rodas de aço cromadas (aro 17 polegadas na frente e 18 atrás) com desenho americano e suspensão a ar rebaixada, com controle eletrônico de altura. A chapa da base na lateral da carroceria foi estendida para baixo para dar um toque mais esportivo ao veículo.

Um detalhe interessante: a lanterna traseira não tem só função de luz de freio. Na do lado direito, a lente se abre e dentro há uma mangueira com ducha para a pessoa se lavar depois de sair do mar. Prático, não?

Assim, dá até vontade de cair na água…