Em 22 de junho foi o Dia Mundial do Fusca, data em que o engenheiro Ferdinand Porsche - que projetou e desenvolveu o modelo - assinou o contrato com a associação da indústria automotiva alemã para a produção do carro na Alemanha.
Este vÃdeo que você vê acima pode ser encontrado no YouTube e foi produzido pela Motorhaus em homenagem ao Dia Mundial do Fusca. As imagens se baseiam no filme “Se Meu Fusca Falasse”, de 1969, e em fotos produzidas em edições do Auto Show, realizado no Sambódromo em São Paulo, VW Haus, encontros da Confraria do Fusca, Salão do Automóvel de 2006 e Salão de Acessórios de 2007.
Esses fusquinhas foram montados e customizados pelo artista plástico e publicitário Roberto Giglio, conhecido no meio automotivo como Beto Cridê. A paixão pelos Fuscas começou com os passeios no modelo 1962 do tio, aos cinco anos de idade, e depois com o filme “Seu Meu Fusca Falasse”, de 1969.
Para fazer uma cópia fiel ele pesquisa fotos antigas e reproduz cada detalhe do veÃculo, desde cor da pintura, equipamentos originais (pára-choques, rodas, pneus, painel, volante, bancos e outros) e acessórios, como faróis de milha ou aro com tala larga.
O Fusca Club ABC realizou o 1° Grande Concurso de Fotografias Digitais. O tema, como não podia deixar de ser, foi o velho e conhecido Besouro, que comemorou em janeiro 50 anos do inÃcio de produção no Brasil. O resultado foi divulgado recentemente no site do clube. Acima, os nove primeiros colocados. A julgar pelas imagens, pode-se dizer que os trabalhos alcançaram um alto nÃvel de qualidade. Dignos de um pôster. No site www.fuscaclubabc.com você poderá ver dezenas de fotos dos finalistas.
O Fusca começou a ser vendido no Brasil em 1951, importado pela empresa Brasmotor. A partir de 1953, a Volkswagen passou a montar o modelo em um galpão no Ipiranga, ainda pelo sistema CKD (o veÃculo chegava aqui desmontado). O primeiro Fusca de produção nacional deixou a linha de montagem da fábrica da Anchieta em 1959.
O carro era ruidoso e desconfortável, e os pedais e comandos não eram nada ergonômicos. Na tentativa de fazer um carro barato, a Gurgel adotou soluções simplistas demais, como componentes já existentes, suspensão traseira com feixes de molas, eixo-cardã com diferencial e tração traseira, que logo ficariam desatualizados. Algumas falhas de projeto, como as molas da suspensão dianteira banhadas em óleo, e o alternador, que não tinha rotação suficiente para carregar a bateria, foram corrigidas posteriormente.
Em 1990, a Gurgel apresentaria a nova geração do BR-800, chamada de Supermini, mais atraente e moderna que a anterior, que teve três versões (hatch, minivan e utilitário) exibidas no salão de São Paulo, na última participação da marca no evento, se não me engano.
Esses foram os últimos exemplares desenvolvidos por Gurgel. Nunca mais vi esses carros. Uma fábrica do interior de São Paulo arrematou os moldes do jipe Tocantins em um leilão da massa falida da empresa, que ficava em Rio Claro, no interior de São Paulo.
O engenheiro morreu na semana passada (veja o vÃdeo acima), mas deixa seu nome na história da indústria automotiva nacional. Seus projetos (alguns deles bem sucedidos), como os jipes Tocantins e Carajás, entre outros, vão ficar para sempre na memória dos brasileiros.
Leia mais informações sobre a história da fábrica Gurgel e os modelos produzidos pela marca na wikipedia
O que você achava dos modelos fabricados pela Gurgel no Brasil?
O Fusca Clube do Brasil organizou em 25 de janeiro (dia do aniversário da cidade de São Paulo), em São Bernardo do Campo, um encontro em comemoração ao Dia Nacional do Fusca. O evento teve lugar no pátio de estacionamento do Shopping Metrópole, na região do ABC Paulista, e muitos automóveis antigos, entre eles algumas raridades, como você pode ver nas imagens acima.
Em 3 de janeiro de 1959, há cinquenta anos, a Volkswagen brasileira lançava o seu primeiro e genuÃno carro de passeio nacional. Mas antes disso, os Fuscas (como ficaram conhecidos posteriormente) já rodavam por aqui com o selo Made in Germany.
Em 1951, a empresa brasileira Brasmotor começou a fazer os Sedans, que chegavam ao Brasil todos desmontados, pelo sistema CKD. Dois anos depois, em 1953, a Volkswagen se estabelecia em São Paulo, ainda montando o modelo importado num galpão alugado na Rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga, na Capital.
Não muito tempo depois, em 1956, começava a construção da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, na região do ABC, e em setembro de 1957, surgia o primeiro veÃculo Volkswagen nacional, uma perua Kombi. Só em 3 de janeiro de 1959 saiu da linha de montagem o Volkswagen Sedan, o genuÃno carro de passeio brasileiro.
Você encontra mais informações sobre os dois pioneiros modelos da Volkswagen no artigo de Alexander Gromow, ex-presidente do Fusca Clube do Brasil e autor do livro “Eu Amo Fusca”, no link abaixo: http://www.maxicar.com.br/old/gromow/colunista_gromow.asp#anc1
Dentro da cabine, a perua traz quatro bancos individuais no estilo concha (os de trás são giratórios). Na parte central do veÃculo há um pequeno escritório, com notebook e tela de 32 polegadas, do tipo “touch screen”, para o surfista navegar na internet e ver em que praia estão rolando as melhores ondas.
Por fora, a simpática Kombi ganhou pintura saia e blusa, eficientes faróis de xenônio, reluzentes rodas de aço cromadas (aro 17 polegadas na frente e 18 atrás) com desenho americano e suspensão a ar rebaixada, com controle eletrônico de altura. A chapa da base na lateral da carroceria foi estendida para baixo para dar um toque mais esportivo ao veÃculo.
Um detalhe interessante: a lanterna traseira não tem só função de luz de freio. Na do lado direito, a lente se abre e dentro há uma mangueira com ducha para a pessoa se lavar depois de sair do mar. Prático, não?
Se você tem dúvidas sobre
mercado, manutenção ou
funcionamento de seu carro,
envie um e-mail para o Blog
que a gente responde,
com dicas e orientação.