Archive for the ‘Carros verdes’ Category

GM inicia pré-venda do carro elétrico Volt nos EUA

terça-feira, julho 27th, 2010

A General Motors começou a aceitar em sua rede de concessionárias os pedidos de compra (encomendas) do Chevrolet Volt 2011, o primeiro veículo elétrico com autonomia estendida da marca. O modelo, que tem início de vendas previsto para até o fim deste ano - será também comercializado em mercados globais, como Europa e China, ainda em 2011.

Lá, o preço inicial do carro será de US$ 41.000 (ou US$ 33.500 com a isenção de taxa criada pelo governo americano, que pode chegar até US$ 7.500 de desconto). O preço já inclui os US$ 720 de frete, segundo a fabricante.

O Volt será oferecido em planos de leasing com parcelas mensais de US$ 350, em 36 meses, com base no preço sugerido pelo fabricante, além de uma taxa de contrato de US$ 2.500. As primeiras unidades serão distribuídas aos consumidores dos Estados da Califórnia, Nova Iorque, Michigan, Connecticut, Texas, Nova Jersey e em Washington (DC).

De acordo com a montadora, o Volt é o único veículo elétrico no mercado capaz de operar em diversos tipos de clima e condições de rodagem, sem limitações. O carro tem uma autonomia de mais de 500 quilômetros e é alimentado por motor elétrico o tempo todo.

Até os primeiros 60 quilômetros rodados, o Volt não emite nenhum poluente, já que utiliza a carga das baterias de 16 kWh, feitas de íon-lítio, que contam com garantia de 8 anos ou 160.000 quilômetros de uso. Quando estas estiverem prestes a acabar, um motor gerador (1.4 turbo de 150 cv, alimentado com 85% de etanol e 15% de gasolina) entra em operação para estender a autonomia do carro para mais 450 quilômetros, até o motorista decidir repor a carga. O tempo de recarga é de cerca de 3 horas em uma tomada de 220 volts, ou de 8 horas, em 110 volts.

Em alguns Estados, os proprietários do Volt ainda ganharão o direito de dirigir por faixas expressas exclusivas, destinadas antes apenas a carros com mais de dois passageiros.

O modelo virá equipado de fábrica com uma extensão para a recarga em pontos de 120 volts, possibilitando o uso de uma tomada comum em casa ou na garagem do trabalho - os primeiros 4.400 compradores poderão receber uma estação de recarga de 240 volts, incluindo a sua instalação em domicílio.

O sistema de realimentação em casas, de acordo com a GM, faz parte de um programa desenvolvido pelo departamento de energia norte-americano, que pretende instalar 15.000 pontos de recarga espalhados pelos Estados Unidos.

Novo Uno Ecology, o carro verde da Fiat

quinta-feira, junho 24th, 2010

Foto: Ricardo Couto / Blog AutoEstrada

Exibido recentemente no Michelin Challenge Bibendum 2010, evento realizado no Rio de Janeiro com a proposta de mostrar alternativas e veículos com baixo nível de emissões para o trânsito das grandes cidades, o protótipo Uno Ecology foi desenvolvido pela Fiat para ser um “laboratório permanente” na busca de soluções sustentáveis.

Baseado no conceito “Enviroment e Fun” (meio ambiente e diversão), o carro é equipado com motor 1.0 movido exclusivamente a etanol (E100), combustível verde mais limpo que a gasolina, e utiliza peças plásticas feitas a partir de bagaço de cana. Os bancos são feitos de fibra de côco e látex, em substituição à espuma derivada do petróleo. Já o revestimento dos bancos e tapetes é produzido com tecidos feitos a partir de garrafas Pet recicladas.

Foto: Ricardo Couto / Blog AutoEstrada

O teto-solar é dotado de células fotovoltaicas, que auxiliam na carga da bateria, reduzindo a necessidade de geração de energia por parte do motor e, conseqüentemente, economizando combustível. Películas contra raios infravermelhos instaladas nos vidros ajudam a diminuir a incidência de sol e o calor na cabine, permitindo que o ar-condicionado seja acionado com menor freqüência ou intensidade.

Um dispositivo chamado “Start-stop” desliga o motor do veículo quando o motorista para num semáforo e religa automaticamente quando o pedal da embreagem é novamente acionado. Esse sistema, segundo a Fiat, permite obter uma economia de combustível de até 5% em trânsito urbano.

Além disso, o modelo é calçado com pneus verdes, feitos com um composto especial de borracha que gera baixo atrito com o asfalto e permite obter maior economia de combustível. Eles são controlados por um outro equipamento, o Sistema de Monitoramento da Pressão dos Pneus (TPMS), que informa ao motorista, através de um sinal luminoso, se há algum pneu com pressão inadequada, ajudando a poupar etanol.

Itaipu vai desenvolver bateria de carro elétrico

sexta-feira, junho 11th, 2010

Fiat Palio Weekend elétrico (Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada)

Fiat Palio Weekend elétrico (Foto: Ricardo Couto/Blog AutoEstrada)

A Itaipu Binacional deverá produzir baterias para o projeto do carro elétrico brasileiro, que está sendo desenvolvido pela empresa em parceria com a Fiat e a empresa suíça KWO, segundo informou a Folha de S. Paulo.

O maior entrave na comercialização do carro é o alto custo da bateria, que ainda é importada e tem preço acima de R$ 70 mil, o que torna o modelo inviável para o nosso mercado.

A empresa também deve desenvolver com a Weg, maior fabricante de motores elétricos do Brasil, um propulsor nacional para equipar esses veículos. O protótipo deverá ficar pronto dentro de dois anos, de acordo com o jornal.

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Leves, econômicos e ecologicamente corretos

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

Uma corrida onde a meta não é andar mais rápido que os outros e sim obter o menor consumo de energia ou de combustível. Esta é a proposta da Maratona Universitária da Eficiência Energética, que é disputada anualmente em várias etapas pelo país - em novembro do ano passado, a prova aconteceu no kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos (SP).

Para atingir marcas surpreendentes, os estudantes lançam mão de materiais leves e toda a tecnologia disponível, como emprego de motores de ferramentas elétricas, carroceria de plástico ou fibra, estrutura de alumínio, transmissões com engrenagens, aros e pneus de bicicleta. Até a estatura e o peso do piloto são rigorosamente controlados para extrair o máximo de rendimento dos carros.

Na etapa de São Paulo, a equipe de Itajubá (MG) se deu bem porque utilizou em seus carros motores elétricos empregados em projetos aeroespaciais. O protótipo campeão percorreu 39,6 km com a carga de uma bateria de moto (12V e 4 Ah). Em 2008, mesmo com a bateria mais forte (era usada a versão de 6Ah), o vencedor atingiu 29,9 km.

Na categoria de veículos movidos a gasolina, a vitória ficou com a equipe de Santa Maria (RS), que estabeleceu a marca de 345,5 km/litro (é isso mesmo que você está lendo!) - o equivalente a quase uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro -, chegando próximo do recorde da competição (de 367 km/litro), registrado pela Unicamp em 2007.

Um automóvel concebido pelo consumidor

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Buggy-conceito Fiat FCC II, que foi exposto no Salão de 2008

A Fiat fez recentemente um balanço da primeira fase do programa Fiat Mio (www.fiatmio.cc), em que recebeu sugestões pela internet para o desenvolvimento conjunto (com a participação de aficionados por carros, clientes e consumidores) de um carro-conceito (batizado de Fiat Concept Car III) que será exposto no Salão do Automóvel de São Paulo de 2010.

Em quatro meses de pesquisa, segundo a fábrica, cerca de 10 mil internautas (65% deles brasileiros), de 40 países - entre eles Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, Argentina, México, Colômbia, Peru, Uruguai, Laos e Vietnã - enviaram sete mil idéias, dando sua opinião de como deve ser o carro da marca no futuro.

Os resultados apontaram para um carro hi-tech, ecologicamente correto e multimídia: De acordo com a opinião da maioria, o FCC III será um veículo urbano, compacto, econômico, que utiliza energia limpa e materiais ecológicos. O painel e o interior devem ter um sistema de informação e entretenimento que interaja com celular, media player, GPS e outras tecnologias atuais. Além disso, incorporar um  monitor de comando de instrumentos por meio de tela sensível ao toque dos dedos, display virtual (head-up display) e função autodiagnóstico.

O carro também deve permitir a sua customização, a partir da modularidade e abrir a possibilidade de alterar suas configurações. Ele tem que reconhecer o usuário, ser atraente, moderno e possuir grande área envidraçada e vidros que filtrem a incidência de sol.

Na próxima etapa, os engenheiros da fábrica vão colocar essas idéias no papel e fazer os esboços do veículo, para depois partir para a montagem de um protótipo.

E você, acha que ainda falta alguma coisa nesse projeto?

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Emissão e consumo devem ter um único ranking

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

O Ministério do Meio Ambiente apresentou na semana passada os novos critérios da Nota Verde, que classifica os veículos menos poluentes de acordo com o nível de emissão de gases, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. Agora, o sistema utiliza dados de homologação de fábrica - medido com uma sonda instalada no escapamento - e atribui pontuação, de uma a cinco estrelas, para os modelos “mais limpos”.

Na próxima quinta-feira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Ministério das Minas e Energia vai apresentar uma versão mais atualizada do programa de etiquetagem - similar a que aponta o consumo de energia dos aparelhos eletrodomésticos, como geladeira -, que classifica os veículos com base em sua eficiência ou rendimento energético, ou seja, consumo de combustível.

Segundo o jornal, o governo federal está estudando a unificação das duas classificações, que atualmente são divulgadas separadamente. Essas tabelas têm sido criticadas por serem de difícil compreensão por parte do consumidor, que fica na dúvida quanto aos níveis reais de emissão de poluentes e de consumo de combustível na hora de comprar um carro novo.

Resta saber quem vai vencer essa batalha: se serão os burocratas que fazem o lobby dos fabricantes dos automóveis - e estão aí só para confundir mesmo - ou se a preocupação legítima com o meio ambiente.

Você já conhecia esses rankings? Eles são fáceis de entender?

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Carros mais econômicos poderão pagar menos IPI

segunda-feira, novembro 16th, 2009

O governo está estudando a criação do IPI Verde, em que o Imposto sobre Produtos Industrializados não seria mais cobrado pela capacidade do motor, como é o caso atual, e sim por sua eficiência energética, ou seja nível de consumo, assim como já acontece com as geladeiras, máquinas de lavar e outros aparelhos eletrodomésticos.

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge defendeu o fim do incentivo para carros 1.0. O modelo “popular” conta com uma alíquota própria, de 7%, mais baixa que a dos demais, que recolhem até 25%. Com a proposta, os carros mais econômicos - não importa a capacidade ou a potência do motor - pagariam menos imposto.

Para extrair mais potência e torque dos motores 1.0 - principalmente, no caso dos modelos premium -, algumas fábricas acabaram sacrificando a economia de combustível, que deixou de ser uma vantagem em vários desses modelos.

Você acha justa essa medida?

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Carro Flex polui menos quando usa gasolina

quinta-feira, setembro 17th, 2009

O Instituto de Energia e Meio Ambiente de São Paulo (SP) divulgou um estudo apontando que o carro flex polui menos quando utiliza gasolina, em vez de álcool. Esses índices podem variar de acordo com o tipo de modelo e a marca do automóvel, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Na sua análise, o órgão utilizou dados sobre as emissões de gases coletados da frota de veículos em 2008, fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A conclusão foi que, na média, os carros flex com álcool emitiram 0,71 grama/km de monóxido de carbono. Já com gasolina, liberaram 0,51 grama/km do poluente.

Esta semana, o Ibama divulgou um ranking dos veículos mais e menos poluentes do país, com base em modelos fabricados em 2008 e submetidos a medição de gases.  E nova surpresa: os modelos Flex testados com álcool ficaram com oito das 15 piores posições. Os movidos a gasolina ou Flex que utilizaram gasolina se saíram melhor que os que funcionaram com álcool.

Os carros receberam notas verdes, de um (pior) a dez (melhor), conforme o nível de emissão de três gases poluentes - monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio - que não provocam o efeito estufa, mas causam danos à saúde.

Veja abaixo a classificação dos 15 modelos menos poluentes. Consulte a tabela completa no site do Ibama.



Modelos menos poluentes
Marca Modelo Combustível Motor Nota Verde
1 Ford Focus GASOLINA 2,0 16V 9,4
2 Honda New Fit EX GASOLINA 1,5 16V 9,2
3 Nissan Tiida GASOLINA 1,8 16V 9,2
4 Honda New Fit LXL GASOLINA 1,4 16V 9,1
5 Ford Edge GASOLINA 3,5 V6 9,1
6 Honda New Fit LX GASOLINA 1,4 16V 9,1
7 Chrysler PT Cruiser GASOLINA 2,4 16V 9,0
8 Fiat Uno ÁLCOOL 1,0 8V 9,0
9 Fiat Uno Way ÁLCOOL 1,0 8V 8,9
10 Honda Civic LXS GASOLINA 1,8 16V 8,8
11 Fiat Uno GASOLINA 1,0 8V 8,8
12 Fiat Uno Way GASOLINA 1,0 8V 8,8
13 Honda New Fit LX GASOLINA 1,4 16V 8,8
14 Honda New Fit LXL GASOLINA 1,4 16V 8,8
15 Ford Fiesta ÁLCOOL 1,6 8V 8,7

Controle da poluição veicular vai ficar mais severo

quinta-feira, setembro 3rd, 2009

 

O Brasil vai tornar mais rigoroso o controle da poluição produzida pelos veículos. Entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014, os carros de passeio e comerciais leves (utilitários, picapes, jipes etc.) que saírem de fábrica deverão emitir 33% menos poluentes, em média, que os atuais, conforme prevê a nova fase do Proconve (programa que regula as emissões). Além das fábricas, a Petrobras também deverá melhorar a qualidade do combustível (gasolina e diesel) vendido no país.

Um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente indica um aumento de 56% nas emissões de gás carbônico no setor de transportes nos últimos 13 anos, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo.

Em outubro, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) deverá definir as regras para a implantação da inspeção veicular em todos os Estados brasileiros. Atualmente, só São Paulo e Rio de Janeiro fazem a vistoria em seus automóveis.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, com o ajuste dos motores dos veículos em circulação pode haver uma redução de 50% na emissão de poluentes no trânsito das grandes cidades.

O que você acha do controle da poluição dos veículos nas grandes cidades?

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Aquecimento global exige o uso de automóveis cada vez mais econômicos e menos poluentes

sábado, junho 20th, 2009

Na semana passada assisti a um documentário sobre meio ambiente, patrocinado pela Fiat e Matel, que aborda o efeito estufa - também conhecido como aquecimento global -, poluição industrial e veicular, biocombustíveis, consumo desenfreado, esgotamento de recursos naturais, contaminação dos rios e mares, crescimento populacional e redução da oferta de alimentos, problemas que afetam o mundo nos tempos atuais. Eu que já andava preocupado com isso, confesso que fiquei sensibilizado com a questão.

O assunto é tão emergencial que exige uma mudança de atitude de cada cidadão. E essa nova postura tem que ser assumida a partir de hoje, não pode ficar para amanhã. Temos que rever nossos hábitos: consumir menos, evitar desperdícios, reciclar a sucata automotiva, poupar combustível e deixar o carro quando possível na garagem, entre outras ações. São medidas práticas e fáceis, que podem ser tomadas em nosso dia a dia.

Para nós, usuários do transporte individual, a redução da demanda de combustível (fóssil ou vegetal) pode vir também da opção por automóveis mais econômicos - sem incluir os elétricos, híbridos etc. A parte do governo pode ser feita com a adoção de planos que exijam veículos mais eficientes (leia-se de baixo consumo) e cada vez mais menos poluentes.

Recentemente, o presidente Barack Obama (EUA) criou um plano de incentivo (com bônus de US$ 3.500 a US$ 4.500 ou entre R$ 7 mil e R$ 9 mil) para as pessoas abrirem mão de carros beberrões e optarem por veículos menos gastões (ou ecologicamente corretos). A medida prevê também a redução de 30% na poluição automotiva até 2016 e aumentos anuais de 5% na eficiência energética entre 2012 e 2016. Em pouco tempo, os carros de passeio e utilitários deverão rodar em média 15,1 km/litro.

Em comparação com os Estados Unidos, a Europa e o Japão estão muito anos à frente nesse sentido e são um exemplo a ser seguido. Não basta termos os motores Flex, o Proconve (Programa de Controle de Poluição Veicular) e o selo de economia do Inmetro para os veículos, o Brasil precisa adotar uma política séria e de longo prazo em relação a essa questão.

Mas não devemos ficar só à espera das medidas oficiais. Temos que fazer a nossa parte também…