
Lançado na Alemanha Oriental em 1957 e fabricado até 1991, após a queda do muro de Berlim, o Trabant foi para os comunistas o que o VW Fusca foi para os ocidentais. Era um carro popular, barato, e para comprá-lo havia uma fila de espera de 15 anos. Tinha construção simples e acabamento despojado. Ele não passava de 100 km/h, as janelas de trás não abriam e soltava muita fumaça pelo escapamento. O motor era um barulhento e poluente 500 cm³, de dois cilindros e dois tempos. E a carroceria era feita de plástico rÃgido, não reciclável.

Agora, a fabricante de miniaturas Herpa, que reproduz o modelo desde 1990, anunciou que pretende voltar a fabricar o veÃculo, só que em uma versão Verde e em escala real. Ecologicamente correta, a nova geração do carrinho deverá ter motor elétrico, alimentado por painéis solares instalados no teto, o que lhe daria autonomia para rodar 252 km.

A Herpa já sondou vários fornecedores, inclusive para o conjunto motor/transmissão, e no momento está procurando investidores para viabilizar a produção do modelo, que - se tudo der certo - deverá ser lançado dentro de três anos. Um protótipo - um pouco diferente desta maquete das fotos - foi apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha.
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