
Em outubro do ano passado, escrevi dois posts sobre o novo Gol. Um foi sobre o teste de economia feito pela Volkswagen. Na propaganda, que chegou a ser veiculada nos jornais e na televisão, a fábrica dizia ter alcançado a marca de mais de 21 km/litro com o carro, rodando com gasolina, num trajeto de estrada entre São Paulo e BrasÃlia. O outro, sobre o consumo elevado do carro.
Aquilo foi o estopim para despertar a ira de consumidores, que ficaram indignados porque não conseguiam repetir a mesma marca do fabricante usando seu carro no dia a dia. Choveram protestos. Os posts receberam 80 comentários com crÃticas de compradores. Muitos alegam que o carro faz entre 5 km/l e 6 km/l na cidade com álcool e que fica abaixo do esperado na estrada com gasolina. E classificam o novo Gol de beberrão.
No sábado (dia 24/10), o Jornal da Tarde publicou uma reportagem citando um problema grave no modelo. Carros equipados com o motor 1.0 flex EA-111 (novo Gol, Voyage e Fox) estariam com um defeito, marcado por um ruÃdo metálico no cabeçote e por uma queda no nÃvel do óleo. Esses problemas se não forem corrigidos a tempo podem provocar danos a outros componentes internos do motor.
Segundo a reportagem, a Volkswagen admitiu a existência da falha, mas alegou que ainda não conseguiu identificar a sua causa. A marca, que afirma ter conhecimento de 300 casos semelhantes (segundo a fábrica, a pane não afeta o 1.6), promete divulgar um laudo técnico dentro de dois e três meses. A montadora suspeita que o problema deve ser da lubrificação interna do motor.
Recentemente, a Volkswagen fez um recall para fazer atualização do programa (software) da central do sistema de injeção eletrônica de combustÃvel dos mesmos modelos.
Quem tiver algum caso desse tipo deve se municiar de documentação (comprovantes de revisão e de reclamação) para depois reivindicar os seus direitos. Segundo o Procon, o consumidor prejudicado poderá pedir a troca do motor. Até o momento, a fabricante descarta a necessidade de fazer uma convocação dos proprietários desses veiculos.
De acordo com o portal de Carros do UOL, a Volkswagen recomenda que os donos de modelos que apresentarem esse defeito procurem as concessionárias da rede para efetuar os reparos necessários, sem custo.
Qual deveria ser a atitude a ser tomada pela fábrica sobre esse defeito?
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